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A importância da diagonal curta no ataque

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O fixo recebe a bola, levanta a cabeça e procura o pivô. O passe está fechado. Joga com um ala, recebe de volta e tenta encontrar uma solução pelo outro lado. A bola circula, mas a defesa acompanha sem grandes dificuldades. Os jogadores estão distribuídos pela quadra. Existe movimentação. Mesmo assim, falta uma conexão que permita ao ataque avançar. Então, depois de devolver a bola ao fixo, um dos alas sai da lateral e aparece por dentro, em uma diagonal curta. Se consegue se mostrar fora da linha de marcação, oferece outro caminho para o passe. A defesa precisa ajustar posições, e o ataque ganha a possibilidade de continuar por um ângulo diferente. Esse pequeno deslocamento merece atenção. Sua importância está na capacidade de aproximar jogadores, conectar espaços e criar um problema para quem defende. Ao falar em diagonal curta neste artigo, estou me referindo ao deslocamento breve e oblíquo de um jogador para oferecer apoio, especialmente da ala em direção ao interior da quadra. O f...

Agilidade no futsal: não basta correr rápido entre cones

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Existe uma cena muito comum nos treinos de futsal. O treinador distribui alguns cones pela quadra, organiza um circuito e pede para os atletas executarem tudo em alta velocidade. Eles aceleram, freiam, mudam de direção, contornam uma referência, passam por outra e terminam o percurso o mais rápido possível. Esse tipo de exercício pode ser útil. Pode melhorar coordenação, aceleração, desaceleração, controle corporal e velocidade de mudança de direção. O problema começa quando chamamos automaticamente qualquer circuito rápido entre cones de treinamento completo de agilidade. Porque existe uma pergunta que muda completamente a análise: O jogador sabia para onde iria antes de começar? Se sabia, existe pouca ou nenhuma incerteza sobre a solução. Ele pode executar o percurso muito bem e desenvolver componentes importantes do desempenho físico, mas ainda não está lidando com algo que considero essencial no futsal: perceber o que acontece, interpretar a informação e decidir rapidamen...

Jogo simbólico no Sub-7: quando a criança também constrói o significado do treino

Imagine duas situações. Na primeira, o treinador monta quatro cones em linha e pede: “Conduz a bola, passa pelos cones e volta.” As crianças começam. Depois de algumas repetições, uma acelera para terminar logo. Outra pula um cone. Uma terceira começa a chutar a bola contra a parede enquanto espera novamente sua vez. Na segunda situação, existe bola, espaço, um adversário e três caminhos possíveis. A criança precisa atravessar aquele espaço sem perder sua bola. O defensor protege a passagem. Antes de começar, alguém diz que aquele espaço é uma fortaleza. Outra criança decide que o defensor será o guardião. Um dos portões vira a entrada secreta. O treinador não planejou todos esses detalhes. Mas as crianças começaram a construí-los. E continuam jogando. Talvez a diferença entre essas duas situações não esteja apenas em uma ser “divertida” e a outra não. Existe algo mais interessante acontecendo. Na segunda situação, além de conduzir, mudar de direção, observar o defensor e escolher um c...